Parques Eólicos funcionam sob suspeita de irregularidades em Gentio do Ouro

A licença para exploração concedida pelo INEMA obriga as empresas em elaborar plano de capacitação profissional, cujo objetivo é absorver a mão de obra local.


Gentio do Ouro situa-se numa região privilegiada do estado baiano em termos de recurso eólico, conforme já apontado pelo Atlas do Potencial Eólico da Bahia e pelo Atlas do Potencial Brasileiro.

Devido a esse grande potencial energético, iniciou-se o desenvolvimento de diversos Parques Eólicos, o que deveria propiciar oportunidades de empregos para os jovens do nosso município. Todavia, apesar da grande obra instalada, a contratação de mão de obra local ainda não ocorreu.

Não restam dúvidas de que a construção de parques eólicos provocam impactos nos meios físico e socioeconômico, razão pela qual ao conceder a Licença Prévia são estipuladas condicionantes as quais visam mitigar e compensar os impactos produzidos no município.

Por isso, dentre as condicionantes imposta pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) -, para liberação da licença, obriga as empresas exploradoras, em elaborar plano de capacitação profissional, cujo objetivo é absorver a mão de obra local, gerando oportunidade de emprego para grande parte da população da área de influência dos parques, no caso, Gentio do Ouro.

Ocorre que, a oportunidade de emprego tanto esperada pelos nossos jovens ainda não aconteceu, vez que quase a totalidade dos trabalhadores foi contratada em cidades vizinhas ao nosso município.

Com isso, temos uma provável ilegalidade, evidenciada pelo fato de condicionar expressamente a emissão da Licença de Instalação e exploração ao cumprimento da condicionante, no tocante a contratação de mão de obra local – O que na prática ainda não aconteceu.

Finalizo argumentando que o não cumprimento de todas as condicionantes contidas na Licença Prévia, em tese, invalida a Licença de Instalação posteriormente emitida; mas para que isso aconteça é necessário união do povo gentiourense e sensibilidade dos nossos representantes para que tomem as medidas judiciais e administrativas cabíveis porque o diálogo junto às empresas de energia eólica se mostrou um verdadeiro escárnio com a população que há tempos vem sendo alimentado com falsas esperanças.


“Os ventos de Gentio do Ouro valem ouro, e os nossos trabalhadores não valem nada”?



Fonte: Coluna Página Revista

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